sexta-feira, 14 de maio de 2010

Uma versão de mim: Nova; velha; Eu.

Meu telefone não toca mais como antes. Minha página de recados não fica lotada. A minha de e-mails então. Estou aonde deveria estar ou estou longe de onde deveria voltar? Quantas incógnitas. Quanta saudade acumulada. Até de gente que está bem perto. A rotina me consome, me deixa atarefada. Cheia de coisas do cotidiano. Sem tempo para nada. Sem dias para viajar ou noites acordada. Quando eu conquistar o mundo, quando eu sumir no mundo quem vai pedir para eu voltar? Estive perto, estou perto e não vejo nada que me faça despertar. Estou com saudade de mim. De mim andando no frio de uma cidade no Paraná, de mim nas noitadas na Região Serrana. Essa, hoje, não sou eu. Ou sou, uma nova versão de mim. Uma versão mais séria, menos emotiva. Mais estressada e desconfiada. Se ser assim é bom eu ainda não sei. O ruim é espantar todo mundo com meu jeito: novo-jeito-de-ser. Estou com um grito preso na garganta. Uma vontade imensa de subir por horas e gritar estando lá em cima. Longe, sozinha. Ou não tão sozinha, já que eu não andaria por horas, ainda mais para estar no topo, sem alguém do meu lago. Um guia, talvez. Alguém que segurasse a minha mão, ou não, que só estivesse ao meu lado para passar o tempo. Que me ouvisse gritar e gritasse só para me acompanhar. Falta alguém em mim. E, sabe de uma coisa? Esse alguém não é um novo eu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário