terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tédio mode: on

Cinco horas e quinze minutos. Pensei: vai dar sete horas, mas não dá seis. Alguém sempre dizia isso. Lembrei por causa do céu cinza que vi ao olhar lá para fora. Vai chover, claro! E a hora não passa. O relógio não colabora, nem o tempo. O dia todo pra chover tudo o que podia chover e nada. Quando saí de casa, lá pelas oito da manhã, o céu estava caindo. Que calor de maaa-aaatar! Deu saudade de Toledo e seus -5°C, no inverno, vale lembrar. Tá arriscado lá agora estar cinco vezes mais quente que aqui. Aff! Vou deixar para ter saudade no inverno. Se contenta, Juliana! Daqui a pouco chove e refresca. Ou não. Cinco horas e vinte minutos. Oh, my God! Sério? Só cinco minutos se passaram? Pensei que já estivesse dando seis horas. Nunca escrevi devagar, lembrei. Pelo menos, ainda não está chovendo. Ou melhor, já poderia estar. Não quero me molhar toda ao sair do escritório. Não mesmo! Sistema fora do ar. Nada de e-mails na caixa de entrada, nem mensagens no celular. Gosto nem de pensar nessa última parte. Cinco horas e vinte quatro minutos. Nem paciência para jogar paciência eu tive. Blackberry. EMPRESA. Azul. TIM. Blue Man Group. Se eu olhar para as paredes eu leio as mesmas coisas. Leio tédio nas entrelinhas também, mas isso só os inteligentes podem ver. Quase quatro linhas depois, no rascunho, e só passou um minuto. UM! Desisto. Vai mesmo dar sete horas, mas não vai dar seis.

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