Sempre fui assim. Falo o que penso, faço o que dá na telha. Converso com todo mundo mesmo. Brinco, rio. Ao olhar dos maldosos: Sou aquela que dá mole para todo mundo, a oferecida, descarada. Sempre me julgaram de cara, fato. Existem coisas piores que proporcionam assuntos mais interessantes, e mesmo assim, não me largam. Aaah, pra puta que pariu quem vier falar alguma coisa. Sabe, não estou nem aí se o papagaio me viu conversando com o fulano, ou se a tia da vizinha me viu sair com o ciclano. O povo gosta é de falar. Isso que não é novidade. Pensar que eu estava medindo todos os meus movimentos para não falhar em nada. Pera lá. Comecei falhando daí. Não posso achar que devo deixar de ser o que sou. Nunca me importei com o que iam falar. Onde foi parar minha personalidade? Desde quando ainda me preocupo com o que um homem ou qualquer pessoa vai pensar? Está tudo errado.
Minha tia disse uma coisa muito certa agora pouco. "Se a gente gosta quer ficar perto." Se pensar bem, isso não se aplica só ao sexo oposto. Quando a gente gosta a gente quer estar junto, e pronto. Pois bem. Não venha regular meus passos. Esquece esse meu jeito. Ou aprenda a viver com ele. Não estou incomodada. Fico feliz de me expressar, mesmo metendo os pés pelas mãos. E aliás, caso isso aconteça, mudo mais à frente. Errando que se aprende. E outra, quem levar qualquer atitude minha na maldade só mostra como não merece uma vírgula de atenção. Mas, eu vou perceber, e então, mudar meu jeito. Com esse alguém. Não com os outros. Enquanto isso, continuo brincando e rindo. Azar é o seu se minha felicidade e espontâniedade incomoda.
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