Quando eu era pequena sonhava em ter um irmão. Via minhas amigas com seus irmãos e pensava: caramba, que legal! Por que minha mãe não pode ter um menininho? Anos mais tarde, minha tia resolveu ter um bebê. Era um menino! Bingo! Não tinha irmão, mas ia ganhar um priminho. Engraçado, eu morri de ciúmes com a chegada dele. Propus que o colocassem para dormir no bidê para que eu continuasse a ter meu cantinho na casa deles. Maldade, eu sei. Ele chegou, a casa se encheu de coisas de bebês por todo lado. Dálmatas na parede do quarto. Brinquedos no chão. Chupetas que cobriam quase todo seu rosto. Pedro era uma bolinha. Uma pequena bolinha. Sorrisos e gostosuras. Não consigo lembrar quando foi que desgrudei dele, desde então. Era como se eu, finalmente, tivesse algo que realmente quisesse proteger. Anos se passaram, Pedro cresceu (até demais). Hoje, maior do que eu, ele completa dezessete anos. OMG! Tô mesmo ficando velha. Dezessete anos depois, não só mais um primo. Ele é meu irmão. Viu, que ironia! Ganhei na loteria da família. Não tenho nem como reclamar. As brigas, os ciúmes e as brincadeiras sarcásticas não nos deixam dúvidas. Somos uma família. Com seus altos e baixos, claro. Só que com muito amor e dedicação também. Aprendo com ele todos os dias. O mestre da biologia, da ironia, do humor negro. Bom dia pra quê, não é mesmo? Uma hora com ele e te dirá verdades que até Deus duvida. Pode acreditar. Mas, vou contar uma coisa boa, que talvez as pessoas demorem a perceber. Ele tem um coração enorme. Muito além da sua altura e sensibilidade. Viciado, como eu, em séries de Tv. Música boa e tecnologia. Um pouco dele, aos meus olhos. Só para ficar registrado e a gente ler - lá na frente - e dizer: nossa, estamos mesmo ficando velhos.
Feeliz aniversário!
Desejo que deseje o improvável, o impossível. Estarei na arquibancada da sua vida, torcendo, vibrando e zuando quando tropeçar e cair. (Brincadeira) Vou estar lá para te levantar e andar contigo até quando for preciso.
Felicidades! Amo você! (L)
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