sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Boba, eu?
Fico imaginando mil coisas. Ela já esteve no meu lugar. Já segurou a mão dele como ele segura a minha agora. Já visitou o quarto, já conheceu os pais. Já esteve lá, onde eu mesma nem sei se estou. Mulheres! Eu devia estar pensando: quem está perto sou eu. Perto. Segurando a mão, conhecendo os pais, visitando o quarto. Aí eu entro na internet e acho, sem querer mesmo, algumas marcas. Algumas lembranças. Difícil sentir isso. Mais difícil ainda não sentir. É, bobo.. bem bobo. Bobo. Se ele descobre, com certeza, dirá: você é muito boba. Fofa, mas boba. E eu sou mesmo. Tenho a bobeira do mundo. Antes de nascer passei mil vezes pela fila da bobeira. Esqueci de ir na fila da razão, na fila da beleza, na fila da inteligência. Passei na fila do amor também, nessa eu perdi até as contas. Minha amiga que o diga. Sempre gostei de corações. Vai ver foi isso que me atraiu. Ah, de sorrir também. Uma desculpa para a fila da bobeira. O grande barato seria se pudéssemos fazer doações. Isso! Ei, amiga.. estou com sentimentos amorosos sobrando, me vê um pouco de razão aí? Ai, boba. Viu, eu disse. BOBA! Letra maiúscula, negrito e sublinhado. Um carma. Uma forma descontrolada de tratar as coisas. Ok, não é o fim do mundo. Do seu mundo! Porque eu vou continuar imaginando coisas. Colocando a bobeira sempre na frente do que me resta de razão, beleza e inteligência. Bobeira pode ser sexy, não pode? Ah, diz que pode! Diz que ele vai achar bobo, mas super fofo esse ciúme que tenho do que passou. Do que ficou marcado num lugar que eu imagino ainda não estar.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário