quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Simples assim.

Eu adoro sapatos, confesso. Só que não há nada como um bom chão gelado para se poder pisar descalço. Eu acho chique sofás, cadeiras, poltronas. Acho mesmo, mas vivo sentada no chão. Encostada em quinas de mesas, portas, armários de cozinha. Acho alguns carros bonitos, mas aprecio muito uma caminhada, sentir o cheiro das ruas, das flores pelo caminho. Andar de bicicleta. Gosto de restaurantes caros, apesar de ser chata para comer. Só não troco a comida lá de casa por nada. Até minha prima cozinha melhor do que muito chef por aí. (Pequeno exagero) Ok, ela cozinha, mas ela cozinha bem. Faz uma carne moída melhor do que a mãe dela e nunca dura mais do que um dia. Comemos tudo, sempre. Gosto da tecnologia, não ligava para celulares caros nem computadores, até morar longe. E descobrir que o que antes parecia supérfluo, era uma forma indescritível de unir as pessoas. Não ligo para viagens de um milhão de dólares. Quero mesmo ir acampar. Poder estar em um lugar alto demais, curtir e olhar cada detalhe do dia. Milhares de cores num só dia. Comer miojo feito num fogo que demorou séculos para ser aceso. Gosto de anéis, brincos, pulseiras e cordões. No entanto, não tiro os mesmos. Presentes simples de pessoas amadas. Roupas caras. Hum, é eu gosto. Quem não gosta? Eu só não gasto todo meu dinheiro em uma etiqueta. Caro para mim pode ser muito barato para você. Sabe, eu não vou mentir. Dinheiro traz felicidade, não tem como dizer o contrário. Digo isso porque uma pessoa com fome é infeliz. Dinheiro compra coisas que nos deixam felizes, coisas simples, é só ser consciente. Nada de ostentação. Pera lá. Há muita riqueza nas pequenas coisas. Deixe de lado alguns costumes e se aventure. Vá! Pague para ver. Pague barato, ou nada. Simplicidade pode surpreender você.

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