terça-feira, 26 de abril de 2011

Fotografia; paixão; e(L)e.

Há um tempo eu me apaixonei por fotografia. Triste com as desilusõs amorosas. Descobri que poderia amar algo que realmente valesse a pena me dedicar. Há 34 meses fiz uma conta no flickr. Abobada com a quantidade de fotos maravilhosas que via. Comecei a adicionar contatos, favoritar fotos, fazer meus uploads. Explorando cada detalhe. Outras visões. Outros olhares. Cada dia mais encantada. Nesse período eu não morava em minha cidade natal, logo, fiz alguns amigos pela internet. Pessoas que eram da mesma cidade e também fotografavam. Com o tempo acabei adicionando. Tínhamos coisas em comum. Além de uma conta em um site onde colocávamos fotos pelo nosso ponto de vista. Continuei a bisbilhotar contas alheias. Até que há 32 meses eu o adicionei. Contato de dois dos meus contatos. Dono de uma conta que já possuía uma porção de fotos. Cada uma mais linda que a outra. E eu, comentava. Na cara dura mesmo. Com o passar do tempo, não era mais esquisito deixar elogios. Nas fotos dele, nem de outros. Me sentia em casa. (Louca) Imagina o que não pensavam. Mas, até então, era algo somente virtual. Até conhecer pessoalmente uma das pioneiras nessa história. A amizade entre nós duas vai bem, obrigada. Um dos meus orgulhos por, às vezes, ser assim tão cara de pau. Um tempo considerável passou. No meio do caminho fui vendo - vez ou outra, outros desses conhecidos virtuais. Por volta de 28 meses depois, chegou o Natal e o Ano Novo e lá estava ele me desejando votos de felicidade. Normal. Eis que algo incomum começou a acontecer. Aquele cara, super calado, começou a aparecer mais vezes. Fazer perguntas. Contar sobre a vida. De repente, me peguei procurando por ele online. Um mês inteiro de conversas, mensagens no celular. Risadinhas. Sorrisinhos. Até conhecê-lo pessoalmente e voltar para casa me perguntando porque tinha sido tão estranho. Ela ele, pô! Somente ele. O amigos dos amigos. O carinha do flickr, orkut, facebook. Mais conversas, mais mensagens. Fiquei uma semana fora e ao invés de estar querendo ficar na rua, queria voltar pro hotel para mais conversas. Louca! Eu só podia estar entendendo tudo errado. Frios na barriga. Pensamentos sem nexo. Até o dia que deixamos no ar um possível encontro. Um dia antes dele fazer aniversário. Presente comprado. Pois é. Rodei em Barretos para ver se conseguia achar algo que fosse a cara dele. Que dificuldade! Sabia tão pouco sobre ele. A probabilidade ao erro era enorme, mas arrisquei. Presente na bolsa, borboletas no estômago e ele parado dentro do carro em frente ao portão do meu prédio. Já era. Agora eu só podia entrar no carro e tentar agir normalmente. Confesso, não foi difícil. Apesar das borboletas ainda habitarem minha barriga. Ele me deixou a vontade. Conversava bonitinho com aquela voz que soava bem aos meus ouvidos. Reparei logo que ele tinha aquela mania de fotógrafo. Câmera na mão, cliques e mais cliques. E eu, vermelha. Cheguei a mencionar que não gostava de estar na frente das câmeras. Ele ignorou. Não posso reclamar, uma das fotos que mais gosto, foi tirada aquele dia. Por ele. Depois desse dia muitas coisas aconteceram. Mas, é com aquele sorrisão no rosto que amanhã fazemos dois meses de namoro. Acredite se quiser! Aquele cara, totalmente virtual, faz agora parte (significante) da minha vida.

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