terça-feira, 12 de abril de 2011

Pobre coitada.

"Sofrimento palavra constante, a qual não deveria existir. Sei que não a quero mais, mas por ser assim, tão humano, sofro. Inevitável."
Depois a gente assiste a Maria beijando um depois de ter beijado outro e saímos julgando. Deixando a história da Maria um pouco de lado, vamos falar sobre a pobre coitada. Que recebeu uma mensagem, esse trecho acima. Agora, digam vocês: O que acham que a pobre falou ao ler isso? Não falou. Chorou. Chorou. Chorou. Chorou. Chorou e chorou. Até ler repetidas vezes. Pedir ajuda, consultar os universitários e BANG. Lembrou de Maria, quando ela disse: não me quer, tem quem quer. Ok, Maria errou. E nada tem a ver com a atitude. Maria assassinou o português. Quis dizer: QUEM QUEIRA! Mas, deixou seu recado, não é mesmo? Já falamos da Maria, BBB já acabou e aparentemente, a pobre coitada acordou. Ela é bondosa. Meiga. Verdadeira. Amorosa. Paciente. Vezes ingênua. Mas, pera lá.. seu sangue não é de barata! Depois de tanto chorar, a pobre respondeu com uma mensagem meio mal criada. No fundo, ela ainda tem aquela esperança de menina sonhadora e apaixonada. Só que o tempo passa. Cada dia menos menina, a mulher-pobre-coitada resolveu ser decidida. Lembrou da Fernanda Mello, Clarice Lispector, Tati Bernardi. Não dos textos melosos, e sim, os feministas. Aqueles que falam de homens indecisos, egoístas, loucos. Homens que somem. Que não ligam. Que enlouquecem as pobres coitadas. Esses que dizem que não te querem num dia e no outro dizem sentir saudade. Oh, God! Cadê a praticidade? Nós, pobres coitadas, choramos sim. Sofremos. Damos a cara para bater e apanhamos. Nos permitimos sentir. Não temos vergonha. Assumimos as derrotas. Ralamos feio nas quedas. Sentimos falta de tudo. A gente até começa a alucinar que o bofe está em todos os lugares. Imagina que ele vai aparecer do outro lado da porta, fazendo seu coração disparar ao vê-lo pelo olho mágico. Sonhamos. Mas, convenhamos. Somos práticas. Demora, mas acabamos com os mesmos pensamentos. Me quer? Vem. Não quer? Go away! Nada de ficar rondando. Medindo. É angustiante. Pensem nisso! A pobre coitada decidiu esquecer. Não o cara. Ele, apesar da mancada, é uma boa pessoa. Mas, agora.. Agora ela não quer ser a amiga, a ex, a nada. Ela quer ficar sozinha. Ouvir música alta. Conhecer gente nova. Ler seus livros cheios de futilidades. Dormir e não ter que rezar para que não doa mais. Ela sente, claro! Ela sente e chora. Pobre coitada. Mal sabe que o mundo é tão mais bonito lá fora. Ou sabe. Mas, ela precisa de tempo. Que passe um dia, dois chorando, mas sorria. Há males que vem para o bem, meu bem. E ninguém que te faça chorar merece minutos futuros da sua felicidade.

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