quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Existir, existe.
Existem outros olhos. Outras bocas. Existem outros rostos. Outras vozes. Existem outras mãos. Outros abraços. Existem outros sorrisos. Outros olhares. Existem outros corpos. Outras pessoas. Existem. Existem tantas outras pessoas. Tantos outros corpos. Que chegam perto. Que sorriem, esperando que você também sorria. Que se preocupam. Querem sua companhia. Existem outras histórias. Outras feridas sendo curadas. Outras, sendo abertas. Existem outras pessoas sozinhas. Existem outros corações partidos. Existem outros de você. Muitos outros de você. Existem mesmo. Existem outros olhos que sorriem. Existem outros corpos que querem sua presença e você nem nota. Não nota mais outros nada. Como se não existissem outros-qualquer-coisa. Não repara naqueles que dariam tudo para ocupar qualquer espaço. Pior, não repara que existam aqueles. Não está nem aí se existem outras belezas. Se existem outros beijos. Outros abraços. Não se dá conta que existem mãos dadas. Não acredita mais se existem longas conversas. Se existem outras boas sensações. Existir, elas existem. Mas, não aqui. Não mais. Ou, nunca, afinal. Existem muitos de você. Muitos de mim. Muitos de nós. Existiram, existem e ainda vão existir.
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