domingo, 13 de novembro de 2011

Depois de Grey's.

Sei que é só um seriado que passa uma vez por semana na tv. Sei que são muitos anos de histórias dramáticas. Mortes. Histórias de amor. Nascimentos. Sexo. Vida após a quase morte. Mas, toda vez que vejo parece que fica uma lição pra vida. Minha vida. No de hoje, episódio pré hiato, meu coração quase parou junto com o coração do marido da médica que operava a mãe de um menino lindo, cujo parafuso colocado em sua espinha perfurou todo lado esquerdo do seu coração. Meredith, geralmente, começa e termina os episódios com aqueles textos que tanto cativam a gente. Sempre algo perfeito para que a gente leia e guarde conosco. E foi assim que o episódio de hoje acabou me deixando inerte onde estava. Pensando em como as coisas podem acontecer num passe de mágica. Nada mágico, por sinal. Não há dor maior do que perder alguém. Não há corte no dedo; coração partido; tombo de ralar o joelho; fratura no pulso, que me façam acreditar que dói mais do que perder alguém que amamos. Pior ainda é não saber. Não ter tempo de dizer aquela pessoa que ficará tudo bem, mesmo não ficando. A verdade é que precisamos de pessoas otimistas. Precisamos ser otimistas. Não ter tempo de olhar nos olhos da pessoa que ama e fazer com que ela saiba disso. Não ter tempo é o pior tempo dessa vida. Não ter o depois. Entende o que eu digo? Não estamos preparados para as despedidas, mas não há despedida mais dolorosa do que aquela que não termina em um novo encontro. Como pegar um ônibus, o carro ou até mesmo a bicicleta velha do vizinho só para certificar-se de que haverá uma próxima vez. Ainda estou emotiva por causa dessa ficção toda. Fico sempre muito sensível, confesso, mas me fez pensar tanto. Se tudo acabar amanhã não comuniquei à ninguém o quanto são importantes na minha vida. Tem maneira pior de partir? Não consigo pensar em nada agora. Não temos escolha. Não temos controle, e desa vez, não está nada bem. Me pego pensando nesse minuto no quão triste é amar alguém e não conseguir que a pessoa saiba disso. E ainda por cima, ser tarde demais pra isso. Não saber até quando. Essa é a pré dor. A dor do não saber quando irá perder alguém. Não ter o poder de dizer. De garantir que foi bem entendida. De deixar claro que existe amor. Existe amor para dar e receber agora, em vida.

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