segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Buracos.
Depois de algumas topadas, a gente acaba prestando mais atenção onde pisa. Porque a dor que é provocada fica registrada. E esse tipo de registro não é facilmente esquecido. Por isso, talvez tenha acordado hoje decidida a prestar bastante atenção no meu caminho. Olhando bem onde foi que passei com facilidade, e onde acabei tropeçando e até caindo. Mesmo que se siga em frente, os caminhos podem acabar se repetindo e não devemos esquecer deles. Tampouco, achar que serão novos caminhos, sendo esses os antigos. Com o tempo, o caminho dificilmente estará em bom estado. Se antes caiu em um pequeno buraco, a chance desse buraco estar tampado é pequena. Provavelmente, estará ainda maior. Causando estragos ainda maiores. Não sinta pena em desviar. Ainda mais se é inevitável percorrer o trajeto. Pise devagar, tenha cautela. Olhe para todos os lados. Olhe bem para todos os lados. Memorize. Guarde bem os pontos que causaram danos. Recue quando achar que deve. Sim, por que não? Pode ser que encontre outros caminhos. Não tão esburacados. Embora, esteja certo que uma hora ou outra, caminhos antigos serão novamente percorridos. Não tem jeito. Pode ser que dessa vez seja diferente. Buracos antigos tampados, menos tropeços. Não é impossível. Mas, fique atento. Buracos novos podem acabar surgindo. Seja esperto. Não deixe de seguir em frente por medo de pegar a estrada. Ainda mais por medo. Seja corajoso e siga. Siga desviando e sorrindo. Mas, siga.
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