domingo, 20 de novembro de 2011

Sem resposta.

Você escreve com todo seu coração, sem medir as palavras achando que está fazendo a coisa certa. Lê e relê algumas vezes após enviar, mas no fundo, sem nenhum arrependimento. Até se dar conta que poderia ter ficado na sua. O esforço não faz diferença, e a única certeza que fica é a que você é mesmo terrivelmente emotiva. Está sempre observando as pessoas e tentando fazê-las felizes. Está sempre distribuindo sorrisos, contagiando os que a cercam. Está sempre demonstrando, dizendo, fazendo. Até o dia que se força a parar para pensar em quantas pessoas já fizeram isso por você. Tenta lembrar quantas pessoas já pediram com o olhar para que apenas ficasse perto. A realidade é dura, meu bem. As pessoas perdem o interesse como se as outras fossem uma torta doce demais. Como se enjoassem rápido. O coração pode ser meio burro. Ou, completamente burro. Insistente em não deixar que desista de nada. Nem de ninguém. Aí você pensa, repensa e trepensa todas as vezes que acabou escrevendo sem resposta. Em quantas vezes esperou algum sinal. Quantas vezes pensou que sinceridade era a mais bonita filosofia. Alguns não sabem explicar porque calam, mas também não sabem explicar o porquê calar. O que parece ser complicado. Embora, não seja. Sinceridade é simples. Ainda que dura. Para os que não se calam, fica só um pouquinho difícil acompanhar. Porque escrever, falar ou fazer parece sempre fácil. Mesmo que custe um pouco de coragem (ou muita). Pode ser leve. Pode ser o que faltava. A ponte que liga o simples ao nada complicado. Então, você escreve. Coloca seu coração no papel e o entrega. Mais uma vez. Sem resposta.

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