quinta-feira, 28 de julho de 2011

Repetindo tudo de novo novamente.

Ontem - vinte e sete de julho de dois mil e onze - ao deitar, comecei a formular um texto na cabeça. Filmes passaram como historinhas querendo ser contadas. Emoções surgem quando me dou conta dos fatos. Parei, de repente. E um título engraçadinho surgiu: repetindo tudo de novo novamente. Exatamente isso. Não vou escrever que começo porque não é de hoje, mas ando repetitiva. Construindo textos em cima de uma única base. Trocando o que senti e o que sinto em uma linha e outra. Houve uma pausa entre o texto que eu formulava, que pra falar a verdade já até o perdi, e esse de agora. Mesma base. Não vou distribuir culpas, nem glórias. Disse tantas vezes que escrevia para me aliviar, não disse? Sei lá. Acho que escrevo com um intuito um pouco maior. Me alivia ainda (e muito), mas nunca me senti satisfeita escrevendo sem a real intenção de iluminar alguém. Como se escrevendo eu falasse tudo. Falasse muito e em voz alta. Me faz bem acreditar que pode dar certo. Faz bem pensar que aquilo que escrevi pode dar certezas. Pode trazer sorrisos. Pode deixar tudo entendido. Escrever para quem não se sente a vontade é, sem dúvida, a melhor maneira de falar. O outro texto já não me ocorre com tanta clareza. Apenas o porquê. Como vem acontecendo todo dia vinte e sete. Ou todos os dias. Não disse que andava repetitiva? Mesma base, motivos não tão diferentes, textos e mais textos. Não sou uma gravação. Não quero ser, muito menos, que pareça ser. Não quero que vire algo manjado, cansativo. Quero luz. Sorrisos. Desejo que extraiam meus mais doces e sinceros pensamentos. Que entendam. E os aceitem. No meio do caminho, quero dias vinte e sete todos os dias, mas que venham como um dia de cada vez. Que venham com um texto de cada vez. Mesmo que em grandes repetições (nada chatas). Que dê para continuar falando. Falando alto. E, por último, mas não menos importante, que continue iluminando alguém. Nem que o sujeito iluminado acabe sendo eu mesma.

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