quinta-feira, 14 de julho de 2011
Será?
Será que posso entrar? Será que pode compartilhar comigo um pouco do seu tempo? Será que posso te contar alguns segredos? Será que pode dividir comigo alguns sorrisos? Será que posso dividir com você alguns dias tristes? Será que dá para irmos ao cinema? Será que dá para só ficarmos perto? Será que terá paciência com minha tagarelice? Será que pode, por favor, aparecer e pintar de azul alguns dias cinzas? Será que posso aparecer de repente? Será que pode sentar ao meu lado? Será que me permite olhar seus olhos por alguns minutos? Será que dá para vir segurar as minhas mãos? Será que pode me contar mais algumas histórias? Será que me permite ficar? Será que ainda devo escrever? Será?! Será que ainda dá? Será? Será que ainda vamos sentir aquele frio na barriga quando nos encontrarmos? Sabe, ainda sinto coisas inexplicáveis. Será que isso passa um dia? Será que se torna apenas uma lembrança? São tantos serás, eu sei. São tantos pontos de interrogações, poucas respostas. Será? Eu não sei a maioria das respostas. É isso: eu não sei. Realmente, não sei. Só sei que agora, nesse exato momento, sinto coisas boas. Muitas coisas boas. Então, será que já sentiu? Será que ainda sente? Ficaram as coisas boas? Será que, ao menos, houveram coisas boas o suficiente para você? Eu realmente não sei. E não saber é terrível. Digo terrível para não dizer aterrorizante, angustiante, triste. Será que.. será que. Será?
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