domingo, 5 de junho de 2011
Desencontro.
Desencontros são mais normais do que se pensa. Acredito em todo o blábláblá do dia difícil, do fulano que chegou, do carro que quebrou. Entendo, respeito. Mas, sou mulher. Entende? Mulher! Anseio, espero, planejo. Encaixo mil coisas onde só cabia uma, só para ter todo o resto do tempo livre para você. Me viro do avesso. Me pego correndo para não perder a hora. (Literalmente) Arrisco. Dispenso as pessoas, fico em casa esperando um sinal de vida. Coisinhas que soam ridiculamente patéticas para os outros. Simples para mim. Faço sem querer em troca, mas me decepciono quando dou conta de que realmente não posso mesmo esperar nada. Excluída, perdida. Deixada de lado sabe-se-lá porque. Mesmo não sendo nada disso. Mesmo sendo só mais um desencontro. Já disse, sou mulher! Insegura com certas atitudes, medrosa. Desencontros são normais, eu sei. Acontece comigo. Não me leve a mal. Não sou egoísta, louca, ciumenta. Bom, não gosto nem pretendo ser. Sou só mulher. E pior, mulher apaixonada. Sonhadora. Esperançosa. A culpa não é sua. A culpa não é de ninguém, a não ser de nós mesmas. O grande problema está aí. Quem mandou esperar? Repito. A culpa não é sua. A culpa é, definitivamente, toda minha.
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