terça-feira, 28 de junho de 2011

à você, meu amigo.

Quando conversamos sobre paixão, namoro e o que nós dois merecemos, quis te falar uma porção de coisas que vagaram na ponta da língua. Você não faz ideia. Na verdade, talvez faça. Impossível ser assim tão gente boa e não ter conhecimento disso. Naquele dia, com meu coração apertadinho, queria dizer que te desejo uma porção de coisas. Que desejo que encontre alguém tão extraordinário como você. E que essa pessoa ainda por cima seja daquelas que você conversa por horas e ri de tudo, sem medo. Que ria de você e com você. Que dance contigo uma música desconhecida, mas que se sinta bem em fazê-lo só por fazer. Que ache engraçadinho, ao mesmo tempo fofo, o modo como olha de lado quando está sem graça. E que se sinta orgulhosa te ouvindo cantar uns pagodinhos. E que goste, mesmo detestando esse estilo musical. Que saiba driblar a cervejinha, futebol e os sumiços repentinos. Que aceite, afinal, somos jovens. Mas que fique feliz, nunca brava, quando você resolver reaparecer. Que não esqueça seu aniversário e te surpreenda com um presente inesperado. Que insista para que toque violão. Te indique músicas e cobre que as toque depois. Te force (pelo menos, tente) ir ao inglês. Que o distraia nas tardes em que estiver trabalhando. Que ligue uma vez ou outra só para saber como vai você. Que te faça rir. Chorar de rir. Ah, e sorrir! Que o faça sorrir (muito). Que seja amiga. Que converse sobre tudo. Sem tanta vergonha. Ah, eu desejo que ela apareça. Apareça e te arranque suspiros. Ouvindo coisas boas vindas da sua boca. Acho que é isso. Não SÓ isso, claro. Mas, desejo. Me calei e escrevi. Acho que era mesmo muita coisa a ser dita. Na hora fiquei pensando em como merecia tudo aquilo que vinha na minha cabeça. O quanto, realmente, é uma pessoa apaixonante. Até me perguntei, vez ou outra, por que ainda estava sozinho. Lembrei daquele texto que me mostrou. Aquele que escreveu para um antigo amor. Foi como se, por um instante, me enxergasse em você. Escrevendo para alguém que resolveu partir, deixando letras mornas em linhas tortas. Também pensei: que vá! Pensamento meu, mas por você também. Uma escritora disse: quem tem que ficar, fica. Se foi, era porque devia mesmo ir. Não era para ser, lembra? Você vivia falando isso. Melhor assim. Agora é só não esperar. Isso mesmo! Não esperar nada e receber de brinde alguém com qualidades mil. Defeitos também, porque ninguém é perfeito (e pessoas aparentemente perfeitas me assustam). Não espere. Só observe. Pessoas apaixonantes são um tanto imperceptíveis por um momento. Mas, olha aí. Se não fosse o tempo, eu não estaria desse lado, escrevendo. Muito menos você aí do outro, lendo.

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