domingo, 26 de junho de 2011
to you, with love.
Sabe do que tenho medo? Primeiro, de mim. Do que possa fazer por sentir tudo tão intensamente. Logo, vem aquele medo de assustar as pessoas. Tenho tanto medo de afugentá-las por amá-las demais. Por querer que sintam que são queridas por mim. Parece piada. Parece que inventei isso só para começar um texto causando um certo impacto. Quem dera. A ideia inicial era escrever um texto para ele. Sim, outro texto para ele. Com isso, veio aquela pontada de insegurança, junto com a voz que martela às vezes: Calma, J. Calma! Vá com calma! Respira. Observe. A voz fica rouca e eu acabo metendo os pés pelas mãos. Não se assuste! Andei pensando sobre o que disse, dia desses. Bem na hora que meu estômago revirou só de vê-lo me olhando, abri a boca e falei. Pronto. Não só meu estômago revirou. Fiquei meio tonta. Incrédula. Havia prometido para mim mesma que não sairia falando coisas. Passado o episódio. Dias pensando sobre isso, cheguei a uma conclusão. Ou uma explicação para a atitude desenfreada. Que seja. Não posso viver arrependida por amar alguém. Posso? Ah, não! Eu me recuso. Sempre fui assim. Demonstro para os que me são caros o quanto me são caros, ora. Veja bem, não estou falando em relação aos homens. (Não somente isso) Eu amei pouco, muito pouco, nesse sentido. E se amei, se disse a um cara que o amava, tenho certeza que não o enganei. O amei como pessoa, antes de mais nada. Calma, vou explicar. Amar, para mim, envolve uma porção de coisas. Amizade. Olhares, sorrisos, presença. Envolve vozes. Envolve atenção. Carinho. Gratidão. Envolve uma história. Não só uma, envolve-se histórias. Aprendizado. Ensinamentos. Me apego àqueles que são pessoas incomparáveis. Vezes me engano, mas se amei um dia, amei e pronto. Mesmo que hoje não ame mais. A palavra amor não pode vir junto com a palavra medo (Que eu coloque isso na minha cabeça). A gente ama as pessoas pelo que são conosco. Amamos nossos pais. Irmãos, amigos. Namorado. Acho que cheguei no ponto inicial. Meus olhos andam sorrindo. Pois é! Os olhos sorriem, podem apostar. Ando sorrindo com os olhos, com a face inteira. Hoje existe uma pessoa que ocupa um posto na minha vida e a amo. Não por isso. Mas, porque veio preencher de azul os dias cinzas que vez em quando se formavam na minha vida. Já disse isso algumas vezes. Passou de 'amigo virtual' a namorado. Não por isso eu o amo. Que fique claro! Mas, amo. Talvez o amor seja o bem mais valioso que a gente possa dar. E eu darei. Se for permitido. É que existem essas pessoas mágicas que merecem tudo que há de bom nesse mundo. E amor não é bom? Amor é bom. Bom e bonito. O texto, à princípio, era para ele. Agora virou uma explicação. Algo como um certificado dos confusos pensamentos. A mim, a ele, não sei. A questão é que, amanhã é dia 27. Outro dia 27. Mais um mês. Mais histórias e sorrisos. Resolvi que escreveria algo bonito para que ele soubesse o quão bonita faz de mim. O quão feliz eu fico por poder olhar seus olhos. Como é bom comemorar, silenciosamente, o dia 27. Por hora. O tempo não dá roteiro e a gente vai vivendo. Tudo bem. É assim que tem que ser. Só não podia deixar de me envergonhar, mais uma vez. Há dias penso no que disse. No que pode ter pensado. No que pode estar pensando. Perdoe-me a bobeira. Não poderia deixar de te dizer (agora o texto é, oficialmente, para ele). Feliz quatro meses. E obrigada. Saiba que, pode ser que um dia meus olhos não enxerguem mais os seus. Mas, ainda assim, vou amar você.
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