domingo, 28 de agosto de 2011
Diva minha.
Queria poder te ligar e pedir que passe o fim de semana comigo. Apareça na sexta-feira e volte para casa somente na segunda. Lembra? Quero te ouvir falar: "Eu não sou burro!" Ah, amiga! Que saudade das suas bobeiras. Dos conselhos, abraços, sorrisos. Saudades de você, minha querida. Deixei parte dos meus sorrisos, minhas alegrias. Deixei um pedaço de vida. Da minha vida. Porque não é nada fácil não te ter por perto. Ainda não me acostumei a ter que me conformar em não te receber para tardes e mais tardes. Ou fins de semana. Viagens a Argentina, Cascavel, Paraguai, Foz do Iguaçu. Não me conformo com a distância quando penso que você ficou para trás. Como vou cuidar para que sorria depois de uma decepção? Como faço para lançar aquele olhar silencioso, mas que quer dizer tanto? Como poderemos fofocar até uma ou as duas não aguentarem mais de sono? Meu coração fica apertado quando lembro. Por mais gratificante que seja saber que sou sua amiga e distância nenhuma muda isso, mesmo assim, não estar perto e não ter tanto tempo sobrando para falar com você, parte meu coração. A parte boa, como mencionei, é saber que distância alguma muda o que o tempo cultivou em nós duas. O que aprendemos, do que nos lembramos. Não é todo dia que temos a sorte de esbarrar em pessoas como você, diva minha. Minha Daiane dos Santos um pouco desajeitada. Minha amiga. Não é mesmo todo dia que temos essa sorte. Boba é aquela pessoa que a olha sem realmente enxergar o brilho nos seus olhos. A gargalhada que nos faz gargalhar. A mão que nos ajuda a levantar. Eu jamais conseguirei esquecer de cada detalhe, por menor que seja. Também não vou me acostumar a sentir menos a sua falta. Se senti quando tivemos que lidar com a ausência todas as manhãs - imagine você, como venho sentindo agora, não a vendo todos os dias.
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