domingo, 28 de agosto de 2011

Romance fora da tv é, mais ou menos, assim.

É isso mesmo? Ai, ai, ai. Devo estar vendo coisas. Sentir tristeza por causa de um coração apaixonado? Sentindo coisas. Cadê as canções tolas, as cartas, declarações? Fizeram do amor um cálculo bem errado. Duas pessoas que estão juntas, que se gostam deveria ser igual a coisas boas. Muitas coisas boas e todos aqueles clichês do amor. Por que não? Chega de dar a cara para bater e sair somente com uns belos tapas. Chega de se doar sem nada em troca receber. Ah, chega! Não tenho mais idade para sofrer por amor. Veja o ridículo nisso tudo. Vinte e dois anos agindo como se ainda fosse uma adolescente. Dramas são bons somente na tela do cinema. Comédias românticas são engraçadas apenas na tv. Não tem nada de romântico em viver uma comédia amorosa. Quero praticidade. Quero tato. Quero e pronto. Ficar esperando algo acontecer não vai me levar a lugar algum. Estou aqui, amando você. Será que deu para perceber? Será que chegou a pensar nisso, nem que seja por um instante? O amor se vai. E isso me assusta. Mais uma vez, será? Não quero despedidas. Agora sim, virei criança. Aqui, apelando para que as pessoas sejam mais humanas, mais amorosas, dedicadas. Não há coração que suporte tanta falta de atenção. De carinho. De amor. Eu não suporto. Acordar sem sorrisos e permanecer procurando por eles o dia todo, não é nada bom. Primeiros sinais de que estou, realmente, com problemas. Meus sorrisos sumiram. Meus sorrisos! Alguém faz ideia do que isso significa? Eu sei. Estou regredindo. Ridiculamente criança, esperando que me agradem. Que peguem na minha mão e me levem para andar de bicicleta. Que me deem uma bala, um pirulito. Estou sendo fraca. Bobinha. Estou nessa fase: calma, daqui a pouco melhora. Estou inventando desculpas para mim mesma. Tentando decifrar olhares. Mensagens e atitudes. Estou amando. Estou com medo. Deixando que me roubem os sorrisos. E o sossego.

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