quarta-feira, 31 de agosto de 2011
O que só eu vejo. Parte um.
Dia desses um conhecido veio perguntar quem era o felizardo. Entrou no meu facebook e ficou se perguntando com quem eu estava em um 'relacionamento sério'. Achei graça na hora, a pessoa não fala comigo há muito tempo e se deu o trabalho de me deixar uma mensagem com a tal curiosidade. Respondi. Dois dias mais tarde, outra mensagem. Ele, indignado, perguntando se era mesmo verdade a respeito do tal namorado. Quase soltei um palavrão no começo da mensagem, mas me contive. Não, pô. Estou te enganando. Respondi. Senti que ele acabou ficando sem graça, porque respondeu: desculpa, nem sabia que vocês se conheciam. Ele não é da galera, nem nada. Fiquei com mais vontade ainda de soltar um palavrão. WTF? Que galera? Hein? HEIN?! Sou de alguma galera, por acaso? Das duas uma, ou ele pensou: o que ela viu nele. Ou o que ele viu nela. Acho que pensou: o que ele viu nela. Tão diferente dele. Tão cara de pau. Nada estonteante. Maluca. Pois é, não vou discordar dele. Eu sou realmente muito diferente do tal namorado. Mas, se não fosse a minha cara de pau, não teria feito amizade, nem namorado o tal cara. Só eu sei o que passa aqui dentro. Com sua licença. Deixa que eu decido quando ser cara de pau. Com quem me relacionar, com quem namorar. O conhecido, ofendido, pediu desculpas e tentou com meia dúzia de palavras desfazer o mal entendido. Eu deixei pra lá. Nem resposta dei. Surpresa eu fiquei por ele saber quem é o tal namorado. Eles não se conhecem. Acredito nunca terem se visto. Então, por favor, que guarde sua curiosidade. Não me amole com perguntas desnecessárias. Talvez ele tenha visto algo valioso em mim, ora essa. Essas coisas acontecem.
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