quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Boazinha x Poderosa.

Terminei o livro: Por que os homens amam as mulheres poderosas? Isso mesmo. Fiquei pasma em abraçar essa leitura, mas abracei. Preciso dizer: apesar de ter dado boas risadas, é mais fácil o inferno congelar do que eu virar a toda poderosa. Nasci boazinha, e apesar de discordar de muitas situações que - segundo a autora nos classificam, vou morrer boazinha. Nunca gostei de joguinhos de amor. Nunca pensei mil vezes em cada ação que fosse cometer para sair conforme o esperado. Hello, sou humana, não um robô. Claro que ser a poderosa possa ser o sonho de nove entre dez mulheres, mas somente porque nos doamos demais. Gostamos demais. Vivemos tudo, tão intensamente. Não quero deixar de ligar pro cara porque é o que a poderosa faria. "A boazinha desmarca seus planos para vê-lo." "Coisa que a poderosa jamais faria." "Seja a poderosa." "Esteja no controle, mesmo deixando que ele pense estar." Bom, talvez. Mas, a boazinha não deixa de ser poderosa em aceitar algo que ela queira. Caso contrário, vira uma poderosa mulher em casa, sozinha. Inventando já ter compromisso, quando pode não ter nenhum. As poderosas que me desculpem, mas não passo vontade. Sou boazinha mesmo, então. Mas, pera lá, se aceito o convite não é por prazer a mim mesma? Quero satisfazer meus desejos, ora essa. Se nesse caso, esse desejo é cancelar algo que poderei fazer outro dia para poder me sentir bem, por que não? Ok, ok. Me chame de boazinha. Eu, realmente, não me importo. Me encaixo em noventa porcento das descrições, mas e daí? Não sou nenhum capacho por isso. Não venha me classificar como a mulher tapete, não. Não tolero o intolerável. Não suporto o insuportável. Não lido com aquilo que denigra o que acredito. Fora isso, atire uma pedra por eu tratar bem. Ligar, cuidar e me importar. Talvez fosse melhor ser uma mulher poderosa. Talvez fosse ainda melhor pensar em cada passo para não sofrer nada depois. Mas, sabe. Sentir é o que nos faz assim, tão humanos. As poderosas que me desculpem mesmo. Prazer, essa sou eu, completamente boazinha.

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