quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Crazy dreams. Crazy nights. Oh, crazy girl.

Abri os olhos e ainda está escuro. Novidade. Estava sonhando, como o de costume. O relógio está marcando 03:07. Cadê meu sono, hein? Se fecho os olhos lembro do sonho, se os deixo abertos, lembro da vida. Coisa mais esquisita essa de sonhar. Sempre achei esquisito. Como pode alguém sonhar com pessoas que nunca viu? Com lugares que nunca esteve, coisas do tipo. Vai ver a esquisita sou eu. Pior não é isso. Como pode sonhar com alguém que não verá mais? Ainda pior, sonhar como se aquela pessoa ainda fizesse parte da sua vida. Isso é tão cruel. E foi tão real. Abri os olhos parecendo tê-los aberto ainda sentada naquela escada. Gostava mesmo de sentar naquela escada. Apesar de não gostar de vê-lo comer em pé na cozinha. Me pego imaginando mil coisas. Relembrando. Sonhando acordada. Será que lembra de mim quando come em pé na cozinha? (Ainda come em pé na cozinha?) Percebe que não vou mais sentar na sua escada? Aah, cadê você, sono?! De nada adianta o esforço para não ficar triste. Não tem jeito. Eu estou bem. Claro que estou bem. Estou saudável. Tirando a insônia, não tenho nenhum osso quebrado, quase nenhum arranhão. Fisicamente falando, estou ótima. A vida continua mesmo. Isso que sinto não é o fim do mundo. Não vou deixar de sorrir, de sair, me divertir. Tenho sorrido. Saído. O problema não é esse. Já disse. Eu estou bem. Só não venho dando pulos de alegria. A tristeza combina comigo. Nunca duvidei disso. Combina e, de uma forma ou de outra, acaba me acompanhando. Me fazendo escrever. Sentir. A culpa não é sua. Não é de ninguém, na verdade. Coisas comuns não deixam que o esqueça. Coisas nada comuns também. Me peguei pensando em você ao olhar a calçada em frente ao prédio, outro dia. O que não é, nem de longe, algo exclusivamente seu. Até minhas roupas fazem com que eu me recorde. Minha estante de livros. Enfim, talvez eu não lembre mais daqui há um tempo. Talvez, acabe lembrando, só que já não doa tanto. Quisera saber como as coisas vão ser daqui pra frente. Não há previsão. Não mesmo. Só me resta esperar e viver. Sorrir. Sair. Me divertir. Tentar pôr alegria no lugar da tristeza, ao lembrar, em não tê-lo mais aqui. E por ora.. por ora voltar a dormir.

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