terça-feira, 27 de setembro de 2011
Sinais.
Coincidências. Coisas inteligentes. Chame como quiser. O que não dá para ignorar são esses 'sinais' da sua presença, ainda que na ausência. Complicado, não? Não. Na verdade, esse é o fato menos complicado. E por mais inexplicáveis que sejam, essas coisas vem acontecendo com uma enorme frequência. Ouço uma música e de repente vejo algo. Olho algo e lá está. Leio e pronto. Aí, escrevo. Provavelmente (muito provavelmente), esse tipo de coisa só esteja acontecendo comigo. Comigo, travada no mesmo lugar. Acompanhada de toda a esperança que possa haver no mundo. Sem ter como fugir do acaso, destino ou trollagem da vida. Chame como quiser isso também. Quem procura, acha. Mas, e quem acha sem ao menos procurar? Que ditado mais fajuto esse. E pior, começo a me ver tentando desvendar sinais. Que podem nem ser sinais, o que é vergonhoso. Vai ver escreveu mesmo só por escrever. Vai ver aquela foto, ou aquela música. Ou. Ou. Ou? Ou nada. Já tentei, juro. Já mentalizei, respirei fundo e até me belisquei, tudo isso para deixar de tentar ver, ler. Quem disse que tudo que pode ser escrito pode ser lido? Nem tudo, meu bem. Não tenho exemplos suficientes amontoando em rascunhos pela gaveta, celular e mural do blog? Textos que por mais que contenham vida, não serão compartilhados. Que podem não ser entendidos. Pois bem. Nem tudo pode ser lido. Vai ver até esse monte de 'sinais' não passam de coisas nada inteligentes da minha cabeça. Imaginação fértil. Sonhos de menina. Talvez esteja enxergando além do que é verdadeiro. Vendo cores em excesso onde já não cabe mais nenhum traço colorido. Hum, isso sim é um sinal. Verde, para que eu siga em frente. E até vermelho, para que eu pare com isso. Mas, nada de amarelo. Nada de atenção, nada de frear. Ninguém que diga para eu esperar.
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